quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Depoimento de vida




São José dos Campos, 07 de Setembro de 2010.

Meu filho, Guilherme Bevilaqua, me pediu para escrever um pequeno histórico de minha vida para colocar em seu site. Ele me disse que precisa justificar o porque do nome (Casa Terezinha Bevilaqua), e, esclarecer aos visitantes quem é essa mulher.
Em primeiro lugar, eu quero agradecer a ele a homenagem que fez a sua mãe. Fruto do mais puro amor de um menino por sua mãe, ao viu ele outro nome para seu lugar de trabalho na época. Não mereço tal honra, pois ele é um brilhante cartunista, desenhista, criador e sonhador. Não são palavras de uma mãe (apenas), mas seu trabalho revela seu talento desde menino. Muito obrigado meu filho, tenho honra de ser sua mãe.
História de “véio” sempre é chata e comprida, as vezes, dá até sono de ler. Só mesmo pesquisadores e curiosos reservam tempo para tanto. Mas, vamos resumir a prosa e contar o que é divertido. Nasci em São Paulo (capital), e com 6 meses fui morar em São José dos Campos (SP) que é minha terra do coração.



Meu pai era um engenheiro mineiro (José Garcia Machado). Muito engraçado, piadista e ao mesmo tempo bravo. Já minha mãe era uma professora do ensino público muito chata e implicante (Theresinha Albano Machado). Só via defeito em tudo. Fui filha única durante 6 anos até começarem a nascer meus 3 irmãos.
No interior, tudo é fantasia. De noite tem assombração e de dia a bola corria. No domingo íamos a missa, e, em dia de semana na novena. E, todos os dias no cemitério. Eu morava na esquina da Santa Casa que ficava a uma quadra do cemitério. Não havia melhor quintal para a imaginação. Eram tantas as histórias, filmes de terror ao vivo. Se eu contasse hoje ninguém acreditaria. Estórias como a de dona Cotinha, uma velha fofoqueira que de tudo e de todos sabia. Uma senhora muito boa com quem aprendi a dar presentes. Também havia a dona Rosa uma costureira muito chata que me ensinou a dar respostas desaforadas.
Meu apelido era “Pixoxó” que era o nome de um passarinho que meu pai havia comprado. Como eu tinha o mesmo nome de minha mãe acabaram se acostumando a me chamar de Pixoxó. E, com o tempo encurtou mais ainda ficando apenas o “Xoxó”.
Minha avó (dona Benta) me ensinou a rezar, a ter medo de raios, a comer sardinha em lata e ficar dentro do guarda roupas até a chuva passar. Me ensinou a fazer cigarro de palha e até a pitar. Era uma velha engraçada que tocava piano e me ensinou a cantar também. Fazia bolinhos de chuva que eu sempre dava para as galinhas comerem.







Cresci correndo na rua, fui aluna das freiras e estudei em escola pública. Dancei muita discoteca. Namorei muito em minha adolescência. Mas, meu coração só foi fisgado no dia em que meu homem caindo do céu. Sentada naquela grama, no final de uma tarde de Julho, aterrisou em minha frente um paraquedista. Deus me mandou um homem abençoado pelo qual meu coração palpita há 37 anos. Sempre acompanhando-o em todos os cantos deste país: Goiás, Acre, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro até Curitiba.
Aqui me formei em Artes (FAP – Faculdade de Artes do Paraná)
 

Um comentário:

  1. Q linda tenho muito orgulho de ser sua aluna te admiro demais vc é simplesmente maravilhosa uma grande ARTISTA !!!!

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